{"id":15223,"date":"2026-02-26T20:33:47","date_gmt":"2026-02-26T20:33:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ohub.com.br\/ideias\/?p=15223"},"modified":"2026-03-26T15:51:22","modified_gmt":"2026-03-26T15:51:22","slug":"matriz-de-risco-pgr-criterios-probabilidade-severidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ohub.com.br\/ideias\/matriz-de-risco-pgr-criterios-probabilidade-severidade\/","title":{"rendered":"Matriz de risco PGR: como escolher crit\u00e9rios de probabilidade e severidade"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>matriz de risco PGR<\/strong> \u00e9 a base t\u00e9cnica da avalia\u00e7\u00e3o de riscos ocupacionais.<\/p>\n<p>\u00c9 por meio dela que voc\u00ea prioriza a\u00e7\u00f5es, define controles e sustenta decis\u00f5es diante de auditorias e fiscaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, \u00e9 comum ter d\u00favidas sobre qual escala utilizar ou como justificar um risco como alto, m\u00e9dio ou baixo sem parecer subjetivo, por exemplo.<\/p>\n<p>Nesses casos, <strong><a href=\"https:\/\/www.ohub.com.br\/empresas\/consultoria-em-nr1\">Consultorias em NR-1<\/a><\/strong> ajudam a definir uma metodologia adequada ao perfil da empresa e defens\u00e1vel perante fiscaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao longo deste conte\u00fado, voc\u00ea vai entender como estruturar uma metodologia clara, objetiva e defens\u00e1vel, desde a escolha da escala at\u00e9 a defini\u00e7\u00e3o do risco residual.<\/p>\n<hr>\n<h2>O que \u00e9 a matriz de risco no PGR e para que ela serve?<\/h2>\n<p>A matriz de risco cruza dois fatores que s\u00e3o <strong>probabilidade<\/strong> e <strong>severidade<\/strong>.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 classificar o n\u00edvel de risco de cada perigo identificado no PGR.<\/p>\n<p>Em outras palavras, ela responde a duas perguntas centrais: qual \u00e9 a chance de o evento acontecer e qual ser\u00e1 o impacto caso aconte\u00e7a?<\/p>\n<p>Com isso, voc\u00ea consegue priorizar medidas preventivas, justificar investimentos em controles e demonstrar crit\u00e9rio t\u00e9cnico na gest\u00e3o de SST. No geral, uma matriz bem estruturada reduz subjetividade e fortalece a governan\u00e7a de riscos.<\/p>\n<hr>\n<h2>Qual escala usar: 3&#215;3, 4&#215;4 ou 5&#215;5?<\/h2>\n<p>N\u00e3o existe um modelo obrigat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A escolha deve considerar porte da empresa, complexidade das opera\u00e7\u00f5es e maturidade da gest\u00e3o.<\/p>\n<p>A matriz <strong>3&#215;3<\/strong> \u00e9 mais simples e indicada para pequenas empresas ou ambientes com baixa variabilidade de riscos.<\/p>\n<p>Ela trabalha com tr\u00eas n\u00edveis de probabilidade e tr\u00eas de severidade. \u00c9 f\u00e1cil de aplicar, mas tem menor poder de diferencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A matriz <strong>4&#215;4<\/strong> oferece equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Permite maior detalhamento sem tornar o processo excessivamente complexo e, para muitas organiza\u00e7\u00f5es, \u00e9 a op\u00e7\u00e3o mais adequada.<\/p>\n<p>J\u00e1 a matriz <strong>5&#215;5<\/strong> \u00e9 recomendada para ambientes industriais, opera\u00e7\u00f5es cr\u00edticas ou empresas com alto n\u00edvel de exig\u00eancia em auditorias. Ela aumenta a precis\u00e3o, mas exige crit\u00e9rios muito bem definidos para evitar distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se a empresa ainda est\u00e1 amadurecendo sua gest\u00e3o de riscos, come\u00e7ar com 4&#215;4 costuma ser uma decis\u00e3o t\u00e9cnica consistente.<\/p>\n<hr>\n<h2>Como definir crit\u00e9rios objetivos de probabilidade?<\/h2>\n<p>A probabilidade n\u00e3o deve ser baseada em percep\u00e7\u00e3o pessoal. Ela precisa estar associada a dados verific\u00e1veis.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode utilizar como refer\u00eancia o hist\u00f3rico de acidentes e incidentes registro de quase-acidentes, frequ\u00eancia de execu\u00e7\u00e3o da tarefa, tempo de exposi\u00e7\u00e3o ao perigo e falhas operacionais registradas.<\/p>\n<p>Em uma matriz 4&#215;4, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel classificar como \u201cRara\u201d uma situa\u00e7\u00e3o sem registro nos \u00faltimos cinco anos e como \u201cMuito prov\u00e1vel\u201d aquela que ocorre mais de uma vez por ano.<\/p>\n<p>Quanto mais rastre\u00e1vel for o crit\u00e9rio adotado, mais defens\u00e1vel ser\u00e1 o PGR.<\/p>\n<hr>\n<h2>Como definir crit\u00e9rios objetivos de severidade?<\/h2>\n<p>A severidade mede o impacto do dano caso o evento ocorra.<\/p>\n<p>Ela deve estar vinculada a consequ\u00eancias concretas e mensur\u00e1veis. Em termos pr\u00e1ticos, voc\u00ea pode estruturar os n\u00edveis considerando:<\/p>\n<ul>\n<li>Les\u00e3o sem afastamento (primeiros socorros);<\/li>\n<li>Afastamento de curta dura\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Afastamento superior a 15 dias;<\/li>\n<li>Incapacidade permanente ou \u00f3bito.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Dependendo da realidade da empresa, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel incluir impactos ambientais, financeiros ou legais.<\/p>\n<p>O importante \u00e9 que a descri\u00e7\u00e3o de cada n\u00edvel seja objetiva e padronizada.<\/p>\n<p>Severidade n\u00e3o pode ser interpretativa. Ela precisa estar claramente definida no documento.<\/p>\n<hr>\n<h2>Como classificar risco baixo, m\u00e9dio ou alto?<\/h2>\n<p>O m\u00e9todo mais utilizado \u00e9 a multiplica\u00e7\u00e3o: <strong>Risco = Probabilidade x Severidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Em uma matriz 4&#215;4, por exemplo, resultados entre 1 e 4 podem ser classificados como risco baixo, de 5 a 8 como m\u00e9dio e acima disso como alto. O essencial \u00e9 que esses intervalos estejam formalmente definidos no PGR.<\/p>\n<p>Essa padroniza\u00e7\u00e3o evita questionamentos e garante coer\u00eancia na tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<hr>\n<h2>Como tratar risco inerente e risco residual?<\/h2>\n<p>Um ponto cr\u00edtico \u00e9 diferenciar risco antes e depois dos controles.<\/p>\n<p>O <strong>risco inerente<\/strong> \u00e9 aquele avaliado sem considerar medidas existentes.<\/p>\n<p>J\u00e1 o <strong>risco residual<\/strong> \u00e9 o resultado ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o de controles, como EPC, EPI, treinamentos e procedimentos.<\/p>\n<p>Essa separa\u00e7\u00e3o demonstra a efetividade das a\u00e7\u00f5es adotadas e refor\u00e7a o car\u00e1ter gerencial do PGR.<\/p>\n<p>Na maioria dos casos, os controles reduzem a probabilidade. A severidade tende a permanecer vinculada ao dano potencial.<\/p>\n<hr>\n<h2>Exemplo aplicado: manuten\u00e7\u00e3o com trabalho em altura<\/h2>\n<p>Imagine uma atividade de manuten\u00e7\u00e3o em telhado industrial a oito metros de altura. O perigo identificado \u00e9 a queda do trabalhador.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do risco inerente, a atividade \u00e9 recorrente, o que pode enquadrar a probabilidade como n\u00edvel 3. A severidade, considerando risco de \u00f3bito, pode ser n\u00edvel 4. O resultado \u00e9 um risco alto.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s implanta\u00e7\u00e3o de linha de vida certificada, treinamento conforme NR-35, permiss\u00e3o de trabalho e supervis\u00e3o, a probabilidade pode cair para n\u00edvel 2. A severidade permanece a mesma. O risco residual passa a ser m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Perceba que a l\u00f3gica \u00e9 t\u00e9cnica e documentada. \u00c9 isso que torna a matriz consistente e audit\u00e1vel.<\/p>\n<hr>\n<h2>Conclus\u00e3o pr\u00e1tica<\/h2>\n<p>Uma boa matriz de risco PGR n\u00e3o \u00e9 a mais complexa, mas a mais coerente com a realidade da empresa. Ela precisa ter crit\u00e9rios claros, padroniza\u00e7\u00e3o interna e documenta\u00e7\u00e3o consistente.<\/p>\n<p>Em termos pr\u00e1ticos, voc\u00ea deve:<\/p>\n<ul>\n<li>Escolher a escala compat\u00edvel com o n\u00edvel de maturidade da organiza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Definir crit\u00e9rios objetivos para probabilidade e severidade;<\/li>\n<li>Diferenciar risco inerente e residual;<\/li>\n<li>Aplicar o mesmo padr\u00e3o em toda a empresa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Assim, o PGR deixa de ser apenas uma exig\u00eancia legal e passa a ser uma ferramenta estrat\u00e9gica de gest\u00e3o de riscos.<\/p>\n<hr>\n<p><script type=\"text\/javascript\" src=\"https:\/\/www.ohub.com.br\/js\/ohub_widget.js\"><\/script><script type=\"text\/javascript\">loadohubWidget('B050233');<\/script><\/p>\n<p><iframe src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/89209081\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h2>FAQ<\/h2>\n<h3>Qual matriz \u00e9 mais indicada para o PGR?<\/h3>\n<p>Para a maioria das empresas, a matriz 4&#215;4 oferece equil\u00edbrio entre simplicidade e capacidade de diferencia\u00e7\u00e3o dos riscos.<\/p>\n<h3>Posso usar apenas \u201cbaixo, m\u00e9dio e alto\u201d?<\/h3>\n<p>Pode, desde que cada classifica\u00e7\u00e3o esteja vinculada a crit\u00e9rios objetivos e documentados.<\/p>\n<h3>A severidade pode diminuir ap\u00f3s controles?<\/h3>\n<p>Normalmente n\u00e3o. Os controles reduzem a probabilidade. A severidade permanece associada ao dano potencial.<\/p>\n<h3>\u00c9 obrigat\u00f3rio usar a f\u00f3rmula probabilidade x severidade?<\/h3>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmula \u00fanica obrigat\u00f3ria, mas a multiplica\u00e7\u00e3o \u00e9 amplamente aceita por sua clareza e facilidade de justificativa t\u00e9cnica.<\/p>\n<hr>\n<p><strong>Precisa estruturar ou revisar a matriz de risco do seu PGR?<\/strong><br \/>\nConte com apoio t\u00e9cnico especializado para fortalecer sua gest\u00e3o de SST com crit\u00e9rios s\u00f3lidos e defens\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A matriz de risco PGR \u00e9 a base t\u00e9cnica da avalia\u00e7\u00e3o de riscos ocupacionais. \u00c9 por meio dela que voc\u00ea prioriza a\u00e7\u00f5es, define controles e sustenta decis\u00f5es diante de auditorias e fiscaliza\u00e7\u00f5es. 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